Sempre tento mapear os meus sentimentos. Raríssimas vezes não soube como traduzi-los, ainda que através de olhos, de lábios, silêncio, águas...

03
Abr 09


                             Às vezes acordo com o pulsar das palavras e o peso delas faz chagas em meus ombros. Em outras, fluem feito rio.
        Estou sentada, há horas, mercê da pulsação. É um pulsar manso: ora alivia o coração, ora o entulha feito quarto de despejo.
        Agradeço a Deus pela palavra. É o bom colesterol da alma. É terapia em bico de pena.
        Se não fosse alfabetizada, mesmo assim eu escreveria. Autodidata, feito bicho-da-seda, abelha, João de barro.
        Quando tinha quatro anos, pegava um livro e as palavras fluíam sem tropeços. Certo dia, ao ouvir minhas estórias frente a um livro de capa grossa, agachada no corredor, uma vizinha gritou de espanto: “Dona Mariinha, esta menina está lendo!”.
Com um sorriso, minha mãe respondeu, calmamente: “Que nada, ele está só brincando de trocar a roupa das palavras como sua filha troca as roupas das bonecas”.

 

Stella Tavares

publicado por STELLA TAVARES às 00:14

Boa resposta!

Cumprimentos meus.
vieira calado a 3 de Abril de 2009 às 01:09

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