Sempre tento mapear os meus sentimentos. Raríssimas vezes não soube como traduzi-los, ainda que através de olhos, de lábios, silêncio, águas...

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Abr 09

 

   Ele exibia com maestria os seus cinqüenta e poucos anos. Eu sofria porque só tinha sete, mas sentia que o amava. Ele nem enxergava àquela criança esguia que se esfregava excessivamente no banho tentando retirar da pele a morenice.

    Na pequena cidade em que vivíamos ele era um contraponto. Destoava de todos. Parecia um turista. Seus olhos e lentes passeavam pelos habitantes daquela cidade. Tirava fotos dos desfiles de Sete de Setembro e outras festas populares.

      Morava sozinho e tinha um carmaguia vermelho, o único da cidade. Quiçá de toda região. Mudei-me de minha terra e vivia os meus doces anos de adolescência quando, aos dezessete anos tive notícia de sua morte pelo jornal.

       Chorei vários dias por aquele homem que nunca soube da minha existência e muito menos do meu amor.

 

publicado por STELLA TAVARES às 19:14

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